Também a criação de novos Grupos Escolares constituíram mais uma das ações da Prefeitura diante da alocação de algumas famílias para Conjuntos Habitacionais (COHAB), como por exemplo, o de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, onde foi inaugurado o segundo Centro Experimental do município em 1967. E quatro anos mais tarde, no Atuba o Grupo Escolar da Vila Esperança.
Na década de 1970, já se percebe um aumento do número de escolas a partir do Plano Diretor de 1965 e do Plano de Urbanização, eis que “o IPPUC em 1975, pressionado tanto pela execução do Plano de Urbanização da cidade, como pela discussão nacional sobre educação da infância e também pela pressão da população associada aos movimentos sociais” (MANTAGUTE, 2010, p, 33), voltava-se para o atendimento daquela demanda.
O IPPUC abordava a organização geográfica das unidades escolares. Esse órgão estipulava a proximidade dos serviços públicos, como unidades de saúde e escolas para criar os centros comunitários, uma vez que o Departamento de Bem Estar Social atendia a Saúde, a Educação e a Habitação.
Nesta linha o Núcleo Habitacional Atuba também foi planejado como uma forma de regularizar as moradias dentro do Plano Diretor: “Os programas serão desenvolvidos e o comportamento da população acompanhado e avaliado até que se consolide sua integração ao meio urbano” (IPPUC, 1976b, p. 18).
Abaixo partes da planta da Companhia de Habitação Popular de Curitiba.
Foto planta da COHAB ATUBA 1969: Acervo E. M. Anísio Teixeira.
A organização da escola atendia aos moldes dos Centros Comunitários com uma estrutura que abrangia desde o centro de criatividade até serviços de saúde como médico e dentista observados na legenda da planta da escola em 1971.
Foto da legenda da planta da escola: Acervo E. M. Anísio Teixeira.
Foto do Concurso para Normalistas em 1965: Boletim Casa Romário Martins. Memória da Rede Municipal de Ensino de Curitiba(1963-1982). v 30, nº 133, mar 2007,p. 25.
Como o exemplo citado pela professora Berenice Valenzuela de Figueiredo Neves, que entrou para a rede em 1969 e disse em sua entrevista: “a escola precisava de quinze professores, ela ia começar! Desses quinze, dois iam ser secretários - um da manhã e um da tarde - alguém já era escolhido como Coordenador Administrativo...” (NEVES, 2014).
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